November 7, 2026 at 14:30 on Embassy of Russia (Rua Visconde de Santarém 71, Lisboa) there will be a 🙋 187th Weekly protest
Sweden denied travel document to Russian volunteer who fought for Ukraine
A Suécia recusou emitir um documento de viagem a um voluntário russo que combateu pela Ucrânia
Está a assistir às notícias da manifestação semanal em frente à Embaixada da Rússia em Lisboa. Hoje é 24 de outubro, são 14h30.
A 21 de outubro, a rede de voluntários ucraniana «Kolektyvy Solidarnosti» informou que o Serviço de Migração da Suécia se recusou a emitir um novo documento de viagem a Alexei Makarov — refugiado político russo que combateu ao lado da Ucrânia. Sem esse documento, Makarov não pode, na prática, sair da Suécia. Anteriormente, fora-lhe recusada a cidadania, mas, felizmente, ainda não está em causa a deportação. Os voluntários classificam o que está a acontecer como repressão política, apelam para público para que apoie Makarov e receiam novas restrições, que podem ir até à perda do estatuto de refugiado.
t.me/SolidarityCollectives/3299
Jornalistas da publicação «The Insider» falaram com Makarov e analisaram a decisão da autoridade, datada de 7 de setembro. A 6 de fevereiro, a Polícia de Segurança da Suécia («Säpo») informou que a emissão do documento de viagem contrariava os interesses da segurança nacional. Makarov foi proibido, sob ameaça de responsabilidade criminal, de dizer em que se baseava essa conclusão. Decidiu correr o risco e contou aos jornalistas que lhe tinham falado de uma alegada atividade perigosa no estrangeiro, sem especificarem o país. Considera que se trata da Ucrânia, por ser o único país onde permaneceu durante um longo período fora da Suécia. «No fundo, interpreto isto como se os serviços secretos suecos me estivessem a proibir de continuar a lutar contra o Estado russo», afirmou.
Makarov opôs-se ao regime russo muito antes da guerra. Participou no movimento de oposição desde 2004, saiu da Rússia em 2009 devido à perseguição e, em junho de 2011, obteve o estatuto de refugiado na Suécia. Em junho de 2022, foi para a Ucrânia. Inicialmente, combateu como voluntário, sem contrato nem salário, na 95.ª Brigada de Assalto Aerotransportada das Forças Armadas da Ucrânia; depois, serviu na Legião Internacional e tornou-se cofundador do «Batalhão da Sibéria». Em novembro de 2023, Makarov foi ferido perto de Avdiivka e, em fevereiro de 2024, participou na cobertura da retirada das forças ucranianas da cidade. Mais tarde, sofreu um ferimento mais grave.theins.ru/news/298571 Na origem do «Batalhão da Sibéria» estiveram, juntamente com o anarquista Alexei Makarov, o ex-oficial do GRU Vladislav Ammosov e o opositor Ildar Dadin, que caiu em combate na Ucrânia. A unidade começou a ser formada na primavera de 2023, por iniciativa do «Conselho Cívico», uma associação de cidadãos russos que combatem Putin. A unidade operava sob comando do GUR ucraniano.
verstka.media/s-chem-stalkivayutsya-rossijskie-dobrovolczy-voevavshie-za-ukrainu Ex-combatentes relataram conflitos com o comando ucraniano. Segundo uma investigação da publicação «Verstka», de 12 de março, Ammosov saiu após divergências com os superiores e, juntamente com Dadin, cerca de 20 pessoas deixaram o batalhão. Os voluntários entrevistados pelos jornalistas referiram ameaças quando foram dispensados. Num dos casos, o comando recusou-se a confirmar que os russos que tinham pedido asilo na Polónia tinham servido na unidade.
verstka.media/s-chem-stalkivayutsya-rossijskie-dobrovolczy-voevavshie-za-ukrainu Numa entrevista publicada no verão de 2024, Makarov contou que, juntamente com outros companheiros, tentou criar um destacamento anarquista independente no exército ucraniano, mas esbarrou na burocracia militar e noutros obstáculos. Esta atividade fazia parte da sua luta de longa data contra o autoritarismo russo.
www.avtonom.org/news/golos-s-ukrainy-vremya-organizorvyvatsya Em outubro de 2024, o Conselho Cívico publicou um relatório intitulado «Veteranos sem pátria», no qual afirma que, depois do serviço militar, os russos enfrentam problemas de documentação e de regularização da situação, e que regressar à Rússia lhes está contraindicado.
civiccouncil.info/veterany-bez-rodiny/ A Rússia não é propriedade deles.
Unam-se, construam as vossas comunidades e apoiem aqueles que resistem e apoiem-se uns aos outros.
Sweden denied travel document to Russian volunteer who fought for Ukraine
You’re watching news from the weekly rally in front of the Russian Embassy in Lisbon. Today is October 24th, 2:30 PM.
On October 21, the Ukrainian volunteer network Solidarity Collectives reported that the Swedish Migration Agency refused to issue a new travel document to Alexei Makarov, a Russian political refugee who fought on Ukraine's side. Without a travel document, he is effectively unable to leave Sweden. He was previously denied citizenship, but deportation, fortunately, is not yet on the table. The volunteers call the situation political repression, urging the public to support Makarov and fear further restrictions, including the possible loss of his refugee status.
t.me/SolidarityCollectives/3299
Journalists from The Insider spoke with Makarov and reviewed the agency's September 7 decision. On February 6, the Swedish Security Police, Säpo, said issuing a travel document would run counter to national security interests. Makarov was barred, under threat of criminal prosecution, from disclosing the basis for that decision. He took the risk and told journalists he had been informed of alleged dangerous activity abroad, without the country being specified. He believes that meant Ukraine, because it is the only country where he has spent an extended period outside Sweden. "Basically, I see this as Swedish intelligence services banning me from continuing the fight against the Russian state," he said.
Makarov opposed the Russian regime long before the war. He had been involved in the opposition movement since 2004, left Russia in 2009 because of persecution and received refugee status in Sweden in June 2011. In June 2022, he went to Ukraine. He initially fought as a volunteer, without a contract or pay, in the Ukrainian Armed Forces' 95th Air Assault Brigade, then served in the International Legion and co-founded the Siberian Battalion. In November 2023, Makarov was wounded near Avdiivka, and in February 2024 he helped cover the withdrawal of Ukrainian troops from the city. He later suffered a more serious wound.theins.ru/news/298571 The Siberian Battalion together with anarchist Makarov, was founded by Vladislav Ammosov, a former GRU officer, and Ildar Dadin, an opposition activist who fell in battle in Ukraine. The unit began forming in spring 2023 at the initiative of the Civic Council, a group of Russian citizens fighting against Putin. The unit operated under the command of Ukraine's Defence Intelligence of Ukraine.
verstka.media/s-chem-stalkivayutsya-rossijskie-dobrovolczy-voevavshie-za-ukrainu Former fighters reported conflicts with Ukrainian commanders. According to a March 12 investigation by Verstka, Ammosov left after disagreements with his superiors, and about 20 others left the battalion along with Dadin. Volunteer figters interviewed by journalists described threats when they tried to leave. In one case, commanders refused to confirm the service of Russians seeking asylum in Poland.
verstka.media/s-chem-stalkivayutsya-rossijskie-dobrovolczy-voevavshie-za-ukrainu In an interview published in summer 2024, Makarov said he and like-minded activists had tried to create an independent anarchist unit within the Ukrainian army but ran into military bureaucracy and other obstacles. That effort was part of his yearslong struggle against Russian authoritarianism.
www.avtonom.org/news/golos-s-ukrainy-vremya-organizorvyvatsya In October 2024, the Civic Council released a report, "The Veterans Without Motherland," saying that after serving, Russians face problems with documents and legal status, and that returning to Russia is not an option for them.
civiccouncil.info/veterany-bez-rodiny/ Russia is not their property.
Unite, build your communities, and support those who resist and one another.
