🙋 168ª Manifestação semanal

27 junho, 2026 ⏱ 14:30
Embaixada da Russia, 📍 Rua Visconde de Santarém 71, Lisboa

Terramoto na Venezuela. Combate à repressão transnacional. Advogados sob ataque.

Está a assistir às notícias da manifestação semanal em frente à Embaixada da Rússia em Lisboa. Hoje é 27 de junho, são 14h30.

Na noite de 24 de junho, dois sismos abalaram a Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5. Parte de Caracas e dos arredores ficou destruída. O segundo abalo foi o mais forte registado na Venezuela em mais de um século. Segundo as autoridades, a 26 de junho estavam confirmadas 920 mortes e 3 360 feridos; no entanto, há mais de 50 mil pessoas dadas como desaparecidas e os trabalhos de remoção dos escombros prosseguem. O Serviço Geológico dos Estados Unidos, com base num modelo matemático, estimou o possível número de mortos entre 10 mil e 100 mil pessoas. São, em grande medida, os próprios moradores que estão a retirar pessoas dos escombros, de mãos nuas; faltam gruas e maquinaria. O México, El Salvador, os EUA e outros países já enviaram ajuda.
www.reuters.com/world/americas/rescuers-comb-venezuelan-quake-rubble-thousands-reported-missing-2026-06-26/

Portugal enviou uma equipa de proteção civil composta por cerca de 50 pessoas: operacionais de socorro, profissionais de saúde do INEM e militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR com experiência em missões internacionais.
portugal.gov.pt/gc25/comunicacao/noticias/portugal-mobiliza-equipa-de-emergencia-para-apoiar-a-venezuela-apos-os-sismos

Em Lisboa, na Calçada da Tapada, n.º 15, o restaurante venezuelano La Calle 58 está a recolher donativos. Contactámos a gerência, que nos disse serem necessários medicamentos, luvas descartáveis, máscaras, kits de primeiros socorros, material de penso e desinfeção, artigos para crianças, produtos de higiene e alimentos não perecíveis. (❗ Verifique o horário de funcionamento e entre em contacto com eles antes de comprar ou levar alguma coisa.)
www.instagram.com/lacalle58.pt/

A 16 de junho, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução não vinculativa sobre o combate à repressão transnacional, ou seja, à perseguição, por regimes autoritários, dos seus críticos no estrangeiro, incluindo no território da UE. No documento, a Rússia, a China, o Irão e a Belarus são apontados como os principais responsáveis. A Rússia é destacada como um dos países mais agressivos do mundo e responsável pelo maior número de casos documentados na UE, recorrendo a assassinatos e tentativas de homicídio, ao recrutamento através do Telegram, a proxies como o Grupo Wagner e ao uso abusivo de «notificações vermelhas» da Interpol. Quanto à China, afirma-se que conduz a campanha mais sistemática do mundo, com «esquadras de polícia» no estrangeiro e pressão sobre a comunidade científica. São assinaladas operações dos serviços de informações do Irão e do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica, bem como ataques encomendados ao crime organizado.
www.europarl.europa.eu/doceo/document/TA-10-2026-0203_EN.html

A 20 de junho, no canal de YouTube «Disclosedlive», foi transmitida uma mesa-redonda de advogados russos intitulada «Advogados sob ataque. Questões da profissão». Denunciaram uma crise sistémica da justiça, apontando para os 99,64% de sentenças condenatórias registadas em 2024 e para a dependência dos juízes, na sua maioria oriundos do Ministério Público e dos órgãos de investigação, além de antigos funcionários dos tribunais. Os participantes analisaram processos em que atuaram como advogados de defesa, apresentando-os como exemplos de processos fabricados: confissões obtidas sob tortura, peritagens forjadas, julgamentos à porta fechada com testemunhas mantidas em sigilo e perseguição aos próprios advogados, chegando à perda do estatuto profissional. O resultado foi um projeto de resolução com três exigências: não introduzir o «monopólio da advocacia» do Ministério da Justiça, estabelecer responsabilidade penal pela obstrução ao exercício da advocacia e criar um mecanismo efetivo de responsabilização de investigadores, procuradores, peritos e juízes pela fabricação de processos.
www.youtube.com/watch?v=rG8iogtH7nA

A Rússia não é propriedade deles.

Unam-se, construam as vossas comunidades e apoiem aqueles que resistem.
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